quarta-feira, 28 de junho de 2017

Exame de português (fuga de informação)


Subscrevo o que Alexandre Homem Cristo escreveu acerca da resposta da tutela relativamente à fuga de informação no exame de Português:


"Sobre o exame de português:
1: o Ministério ainda não conseguiu confirmar a fuga de informação. É incrível, porque não se percebe a dúvida, a menos que se acredite que o miúdo que circulou a gravação no whatsup é bruxo e adivinhou o exame todo. Quanto muito, o Ministério ainda não apurou a fonte da fuga de informação (uma semana depois?) -- mas ter dúvidas sobre se houve fuga de informação é um gozo.
2: os "beneficiários" da fuga (leia-se, os alunos que ouviram a gravação) vão ser penalizados. E como é que se identifica os beneficiários? Como se distingue quem ouviu a gravação de quem não a ouviu no whatsup? E que culpa tem um aluno se ouviu uma gravação que, em bom rigor, nem sequer sabia se era fidedigna, e em que se calhar nem acreditou? E se, sendo penalizado, essa penalização tiver impacto negativo no acesso ao seu curso superior? E se o aluno decidir processar o Estado, alguém duvida que ganha?
3: isto vai ser uma grande trapalhada. Talvez seja a trapalhada possível, a menos má, porque repetir o exame nacional de português seria igualmente uma grande trapalhada. Não há uma saída airosa disto. Se os exames nacionais não estivessem pendurados no acesso ao ensino superior, isto não seria tão problemático".

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