domingo, 23 de julho de 2017

Ao terceiro concerto da temporada



Melancolia, minimalismo, música. Sem arrebatamentos, sem embriaguez de emoções, sem explosões de adrenalina. Ouçam-me, parece dizer, ao longo de todo o concerto. Como se cuidasse de uma preciosidade, como se não concedesse espaço a mais do que degustar cada canção até ao fim, sem nunca alterar o tom, numa voz clara e límpida. Intimista, mais do que para o ar livre, de crianças e bebés, ou de quem pede, cá atrás, "canta mais alto!", prossegue em canções que não se estendem. Quem quer, sente-se na relva e aprecie. Neste caso, se não há um público caloroso, também não é o êxtase que se pede. Um escultura que faz desaparecer todo o excesso. Um travo, um aroma - e "só". Luísa Sobral passou esta noite pelo Auditório Exterior do Teatro de Vila Real.

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