domingo, 13 de agosto de 2017

Messiaen



No passado Domingo (06/08/2017), do ponto de vista litúrgico, celebrou-se a festa da Transfiguração de Jesus. Em 1969, estreava, em Portugal, a peça de Olivier Messiaen, um dos nomes maiores da música, no século XX - capturado, como soldado francês que fora (mobilizado), pelos nazis, e que num campo de concentração, na Silésia, compôs o célebre Quatour pour la fin du temps - justamente intitulada La Transfiguration de Notre-Seigneur Jésus Christe
A 27 de Abril último passaram 25 anos sobre o desaparecimento de Olivier Messiaen. A Professora, musicóloga Ana Liberal, na Brotéria de Abril (nº184), convocou-nos a esse rememorar da ligação do compositor ao nosso país. Depois da encomenda da Gulbenkian, na celebração do seu fundador, e após os acertos, ao longo de meses, quanto a todos os pormenores para a execução da composição, eis, então, como é relatada a estreia (p.524): "No dia 7 de Junho, o Coliseu dos Recreios encheu para assistir à primeira audição mundial de La Transfiguration de Notre-Seigneur Jésus Christe, de Olivier Messiaen. Não sem passar pelo frisson de ter que esperar uma hora e meia pelo início do concerto. O atraso deveu-se à intoxicação alimentar sofrida por Rostropovitch [violoncelista] na noite anterior, que obrigou Madalena Perdigão [responsável pelo Serviço de Música, da Gulbenkian, com quem tudo fora tratado com Messiaen] a ir buscá-lo ao hotel. Apesar deste percalço e do débil estado de saúde do violoncelista, os 9000 espectadores aplaudiram o compositor e os intérpretes durante 30 minutos ininterruptos.
"Succès absolument formidable!!!!", escreveu Messiaen no seu diário."

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