É verdade que nas eleições autárquicas há todas as perversidades da vida política que não deixam de o ser numa luta por uma freguesia ou um lugar de vereador, há intriga, interesses, corrupção, vinganças, ressentimentos, vaidades, procura do poder, tudo. Mas há também muita dedicação, como o homem que tem uma pequena loja e passeia o seu velho camião com bandeiras e altifalante, por todo o lado, com risco seu e dos outros, aos saltos pelas estradas em muito mau estado. Há os velhos militantes que são socialistas ou social-democratas, ou comunistas, ou populares e que despertam de quatro em quatro anos para fazerem a sua "obrigação". Não aparecem nos media, mas existem. Sem eles, não havia democracia, que começa aqui, onde muitas vezes é mais difícil.
José Pacheco Pereira, Sábado, nº700, 28 de Setembro a 3 de Outubro de 2017, p.19
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