segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Fazer de nós parvos


Sócrates, na entrevista da passada sexta-feira à RTP, diz que o dinheiro que "pedira emprestado" ao empresário Carlos Santos Silva vinha em numerário porque o seu interlocutor tinha "cofres" com dinheiro, e é "um grande empresário". Todavia, 5 minutos antes, nem isso, afirmara que anos antes havia também solicitado empréstimo à mesma pessoa e tudo se havia tratado por "transferência bancária". "Cofres" e "grande empresário"...mas pouco. Desta feita, ao contrário do avançado há tempos, sempre se prescindiu da ideia do numerário por Sócrates não confiar no sistema financeiro.
Quanto ao uso de código, em diferentes conversas com o dito empresário - no que o MP crê serem pedidos de dinheiro -, nada de relevante: "os amigos têm referências comuns". 
Se duas perguntas de um jornalista causam tanta dificuldade que geram respostas destas, imagine-se num escrutínio mais apertado, em tribunal.
No Expresso, Clara Ferreira Alves assina uma espécie de confissão (auto-torturada) e pungente: "sei que me enganei". Sousa Tavares, por sua vez, manteve a sua (de sempre): "que juíz" seria agora capaz de não condenar Sócrates? 

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