terça-feira, 24 de outubro de 2017

Terceira guerra mundial aos pedaços

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Pankaj Mishra, em Tempo de raiva. Uma história do presente (Temas e Debates, 2017, p.15), como que corrobora a tese do Papa Francisco de uma (presente e em curso) terceira guerra mundial aos pedaços. Senão, vejamos:

"Têm irrompido em anos recentes actos de violência selvagem em vastas extensões de território: guerras na Ucrânia e no Médio Oriente, atentados de bombistas suicidas na Bélgica, em Xinjiang, na Nigéria e na Turquia, revoltas que vão do Iémen à Tailândia, massacres em Paris, na Tunísia, na Florida, em Daca (Bangladesh) e em Nice. As guerras convencionais entre os Estados ficam diminuídas pelas guerras entre terroristas e contraterroristas, insurgentes e contrainsurgentes e há também guerras económicas, financeiras e cibernéticas, guerras em torno da informação e travadas no próprio terreno da informação, guerras pelos negócios da droga e das migrações e guerras entre milícias urbanas e grupos das máfias.
Os historiadores do futuro, provavelmente, poderão encarar este caos descoordenado como começo da terceira das guerras mundiais, que será a mais prolongada e a mais estranha e a que, na sua ubiquidade, se aproximará de uma guerra civil global.
É inquestionável que se movimentam aqui forças mais complexas do que aquelas que intervieram nas duas anteriores grandes guerras. A violência, que já não está confinada a campos de batalha delimitados ou às linhas da frente, surge como endémica e ingovernável. E, o que é ainda mais invulgar, mesmo os combatentes mais visíveis desta guerra - os terroristas - são difíceis de identificar".

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