terça-feira, 17 de outubro de 2017

Uma distância inaceitável


Aos governantes exige-se empatia com aqueles de quem são emanação e representam. É especialmente chocante que entregues as pessoas à sua sorte num combate de vida e de morte com os fogos, regresse, pela voz socialista, o pior de um discurso moralista, feito de cima para baixo, sem se abeirar do outro: "as populações têm que ser mais resilientes", ou, "não podem estar à espera dos nossos aviões", etc. Se os cidadãos deste país não podem esperar nada do Estado quando mais dele necessitam, fica essa ajuda para que altura? Reacções, dirigentes, auto-centradas, distantes, longe do país e do seu sentir, sem a assunção das responsabilidades - que são já evidentes, neste caso, como a questão da desmobilização dos meios evidencia - mina a confiança das populações e faz com que ministros ou secretários de Estado tenham deixado de o ser, mesmo que ainda o não tenham entendido.

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