Quando a crise financeira de 2008 estoirou, a Fed, liderada por Ben Bernanke, tomou acções extraordinárias. Cortou as taxas de juro para zero e "imprimiu dinheiro" em larga escala - não literalmente, mas comprando biliões de dólares de obrigações.
Muitos conservadores ficaram irritados. Comentadores televisivos hiperventilaram sobre inflação e vozes, aparentemente respeitáveis, denunciaram as acções da Fed. Em 2010, um "Who's who" de economistas conservadores publicou uma carta aberta a avisar que as políticas da Fed causariam inflação e "rebaixaram o dólar". Mas nunca aconteceu. (...) Quatro anos após aquela carta aberta a Bernanke, a Bloomberg abordou muitos dos signatários e perguntou-lhes o que haviam aprendido. Nenhum deles - nem um - admitiu sequer que se tinham enganado. O que acontece aos economistas que nunca admitem erros e não mudam as suas opiniões à luz da experiência? A resposta, aparentemente, é que entram na lista de finalistas para ser o próximo presidente da Fed.
Paul Krugman, A doutrina da infalibilidade Trumpal, Visão, 16 de Novembro 2017, p.34
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