Este conservadorismo é do futuro porque olha para a sociedade que deseja que exista. Isto decorre, não de uma cedência ao construtivismo político, mas da circunstância de uma filosofia política conservadora ter de reflectir o facto primordial de que a sociedade é um projecto para si mesma e de que (...) não deixa de se determinar constantemente como projecto. A expressão da comunidade enquanto projecto está no desejo colectivo de ser o que ainda não é. (...) Uma sociedade que é apenas o que já é ou - pior - o que já foi é uma sociedade que perdeu a sua vitalidade.
Miguel Morgado, O conservadorismo do futuro e outros ensaios, Edições 70, 2017, p.21
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