sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

MOBILIDADE

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Não concebo um projeto de futuro sem uma reinvenção de alto a baixo do sistema de educação, em termos não só de funcionários, mas de conteúdos. Um miúdo que entre hoje na escola vai viver até final do século e trabalhar até aos 70 anos. Passará dois terços da vida muito para além daquilo que a escola consegue alcançar. E há um tema que nos vai cair em cima dentro em pouco que é o da mobilidade. O modo como nos vamos deslocar e articular a nossa vida será totalmente diferente. É muito provável que os carros autónomos já cá estejam na década de 30, com implicações vastíssimas. Haverá soluções de transporte quase à medida. Além disso, como serão eléctricos, não pagarão impostos sobre combustíveis. (...) Em Portugal, há 30 mil empresas relacionadas com os combustíveis, que empregam 120 mil pessoas e pagam 14 por cento dos impostos. Toda essa mudança, quer em postos de trabalho quer em receitas, tem de ser pensada já, como estão a fazer vários países. E o mesmo se passa com a ferrovia. Ainda se anda a discutir o TGV de há 20 anos, quando hoje já estão a ser testados quatro ou cinco grandes projectos de novas tecnologias que permitirão, por exemplo, ligar Lisboa ao Porto em 25 minutos, a um custo razoável. Um dos empresários que está a desenvolver estas novas tecnologias é Elon Musk (líder dos carros eléctricos Tesla). O País será totalmente diferente e tem de ser repensado. Isso é que é a reinvenção do território

João Cravinho, entrevistado por Emília Caetano, Visão nº1297, 11-01 a 18-01-2018, pp.16-17.

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