sábado, 17 de março de 2018

Envelhecimento


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Alguns dados escutados ontem e que sublinhei das intervenções de Vieira da Silva, Sobrinho Simões e Manuel Lopes, em mais uma sessão da Nova Ágora, em Braga:

Há estudos que nos dizem que a solidão corresponde a fumar 15 cigarros por dia. A solidão é, em nossos dias, considerada uma questão de saúde pública. O factor preditor de maior qualidade de vida na velhice é a relação, melhor, o conjunto de relações que tecemos, e relações de qualidade.

Hoje, nascem 400 mil crianças no mundo, diariamente.

A idade de jubilação, no Japão, está nos 80 anos. Não é a idade da reforma: essa, em terras nipónicas, situa-se nos 63 anos. Trata-se daquela idade a partir da qual é proibido continuar a exercer no sector público. Em Portugal, pensa-se, cada vez mais, na importância de mobilizar os cuidados das pessoas para casa destas, mas obriga a que estas casas estejam dotadas de condições que, hoje em dia, não possuem.

Dos 20 anos que vamos sobreviver no pós-reforma, em Portugal vivemos apenas 6 anos com saúde; na Suécia, vive-se com saúde 16 anos, destes 20.
Mesmo quem tem menos de 20 anos, já começou a pensar na sua velhice? Se apenas pensar aos 65 pode ser tarde.

Ainda há poucos anos, a UE projectava, para Portugal, para daqui a poucas décadas, mais de 11 milhões de habitantes. Isto significa que não é inevitável que na década de 50 dos anos 2000, Portugal esteja confinado a menos de 8 milhões. Mas a pancada que levámos, nos anos mais recentes, foi tão forte que não se pode pensar que a situação e as estruturas se vão alterar com facilidade.

P.S.: hoje, o ELPAIS faz manchete com as indicações do FMI para Espanha, relativamente às pensões: o país vizinho “precisará” de 5,5 milhões de imigrantes para fazer face à sua Segurança Social (vide: https://elpais.com/economia/2018/03/16/actualidad/1521232709_187761.html)

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