sexta-feira, 20 de abril de 2018

Evolução da representação da adolescência (em Portugal, nas últimas décadas)


Nos anos 1990 era habitual culpar a televisão por todos os males da gente nova e, embora eu me afadigasse a dizer que o aparelho tinha um botão para desligar, votávamos sempre ao mesmo. Na primeira década do século XXI predominava o discurso crítico sobre a excessiva liberdade dos adolescentes e os riscos do sexo prematuro ou do abuso do álcool. A adolescência nestas décadas era sempre apresentada como uma época de profunda crise pessoal e os jovens eram descritos como alguém que nunca queria estar com os pais e a quem os professores apenas conseguiam tolerar. Havia excepções, mas era quase sempre assim. 

Daniel Sampaio, Do telemóvel para o mundo - pais e adolescentes no tempo da internet, Caminho, Alfragide, 2018, p.17.

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