domingo, 22 de abril de 2018

Um estado dentro do Estado (II)


Não acabou e o polvo está vivo

(...)
Não se pense é que a "influência/controlo" junto do poder desapareceu só porque o Benfica está a ser investigado e continuam a aparecer emails bastante comprometedores. Uma "influência/controlo" que já no início da década os encarnados pretendiam reforçar e se estendia da federação ao poder judicial, passando pelo Conselho de Arbitragem, comunicação social e poder político. Num Estado totalitário ninguém conseguiria mais do que isto, numa democracia é simplesmente inaceitável que a alegada intenção de corromper tudo e todos possa ficar impune (...) Convém não ficar a dormir à sombra da bananeira. Não se pense possível que quem imaginou viver como um polvo que chega a todo o lado com os seus tentáculos tenha decidido viver de forma legal só porque foi apanhado e a sua estratégia desmascarada. Os treinadores que alegadamente um dia quiseram colocar nos cursos da FPF, sabe-se lá quantos árbitros e as equipas amigas que é suposto terem ajudado continuam a existir e a trabalhar para que tudo seja vermelho. 

Paulo Baldaia, OJOGO, 22-04-2018, p.27. 

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