segunda-feira, 18 de junho de 2018

"Aparições", "visões"


Tinha ficado persuadido com a explicação que apontava para "visões" como melhor modo de acomodar fenómenos como o de Fátima. Não obstante, lendo José Barreto, Religião e Sociedade. Dois ensaios (ICS, 2002), p.65, nota de rodapé 114: "Curiosamente, certos cientistas sociais, como Paolo Apolito (Il cielo in terra, p.31), preferem o termo aparição ao de visão para sublinhar o carácter colectivo da construção social do fenómeno e, ao mesmo tempo, evacuar o elemento de precariedade da visão individual, que a torna inacessível ao observador externo (a alegada visão pode ser uma ficção consciente, uma ilusão, uma alucinação, etc.)".

P.S.: Outro elemento, presente nestes ensaios: ainda que de difícil contabilização, há autores - em especial um antropólogo italiano - que consideram o fenómeno das "aparições" especialmente presente no Pontificado de J.Paulo II (o investigador transalpino considera que quadruplicaram face a décadas anteriores). E aqui a pensar como de há muito foi tema, o das aparições, que desapareceu por completo (e ainda tão presente nos anos 90 do século passado).

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