sábado, 9 de junho de 2018

Monólogo





Já foi dito: dois tipos de mise en scene em Béla Tarr: uma câmara que se afasta dos personagens, que procura o espaço, dar a noção do ambiente (da ambiência) e, outra, uma câmara colada às personagens, um filme soberbo, confessional, que nos obriga a colocarmo-nos na pele (e nos problemas) das personagens. Uma maneira de filmar circundando sempre, que dá uma maior noção de claustrofobia e que torna o filme mais poderoso ainda, porventura.

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