terça-feira, 26 de junho de 2018

O impulso para a actividade política, de António Arnaut


Apesar de, posteriormente, ter abandonado a fé católica, a verdade é que a entrada de António Arnaut para a vida política faz-se por via desse impulso, como explica António Pedro Pita, no JL (nº1245, de 20 de Junho a 3 de Julho de 2018, ano XXXVIII, p.9): "É no âmbito de um catolicismo que se interroga e, ao interrogar-se, coloca o problema da dimensão política da mensagem evangélica, que acontece a entrada na cena política de António Arnaut. Sob a forma implícita de "manifesto" (um documento que se quer acção discursiva eficaz), os dois documentos referidos ["As relações entre a Igreja e o Estado e a liberdade dos católicos" e "Carta a Salazar sobre os serviços de repressão do regime"] punham inevitavelmente o problema das concretizações histórico-sociais de uma determinada experiência da transcendência. O primeiro subscritor de ambos era o padre Abel Varzim e à sua assinatura seguiam-se as de, entre outros, António Alçada Baptista, Francisco Sousa Tavares, João Benárd da Costa, Manuel Serra e Sophia de Mello Breyner Andersen. Orlando de Carvalho, professor de Arnaut (na Fac. de Direito de Coimbra) e figura de referência de todo o seu percurso, também assina.
É, pois, como católico que se envolve na candidatura presidencial de Humberto Delgado, em 1958 e contribui para a sua vitória na freguesia natal de Cumieira". 

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