sábado, 9 de junho de 2018

Ver, rever, pensar (II)



Lauro António:

Um primeiro Cavalo: um objecto poético e filosófico, austero, rigoroso, de uma contenção dramática incrível, de uma beleza plástica que eu julgo que é quase sublime, mas que pede muito ao espectador. Pede uma atenção redobrada, pede uma sensibilidade virada para aquele tipo de cinema – e nem toda a gente é obrigada a ter aquela sensibilidade e a gostar daquele filme como de qualquer outra. Deste filme, ou se ama ou se odeia (não se gosta assim-assim, não se dão duas ou três estrelas). A mim, tocou-me muito, em primeiro lugar pelo lado plástico. Depois entrei naquele vento. Faz lembrar alguns mestres do cinema mudo. É óbvio que não faz um cinema comercial. Gostei muito e quem estiver disposto a uma experiência radical de cinema deve ir ver. É uma obra-prima. 

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