quinta-feira, 5 de julho de 2018

Cidadania (II)



Um estudo da Universidade de Harvard mostrou que os media mainstream, durante a campanha das mais recentes eleições Presidenciais norte-americanas, face a Hillary Clinton cobriram, especialmente, os escândalos - o assunto de maior cobertura, na campanha, foi o caso dos emails - e, em Donald Trump, o que mais mereceu atenção foram as propostas políticas
Tal ficou a dever-se a alguma conspiração mediática contra Hillary? Nada disso: os media liberais (esquerda) entenderam que nem necessário era centrarem-se nos escândalos de Trump, de tal modo as suas propostas políticas eram absurdas; por outro lado, sendo evidente a vitória de Hillary, os media mesmo mais próximos de um ideário democrata estavam já na posição de garantir toda a equidistância, todo o equilíbrio, toda a confrontação necessária ao paradigma de um sistema de freios e contrapesos. Acontece que havia um público que, ao invés de concluir ridículas e absurdas as propostas de Trump, estava maduro para as acolher - as propostas proteccionistas, anti-imigração, populistas. Eis a análise de João Marecos, na apresentação do novo livro de Eduardo Paz Ferreira.


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