sexta-feira, 27 de julho de 2018

Outro justo entre as nações



Só muito recentemente me deparei com a vida de Adolfo Kaminsky, outro justo entre as nações, que ao falsificar, na Resistência francesa, milhares de documentos e passaportes permitiu que vários milhares de crianças e adultos judeus escapassem da morte. No testemunho que deu ao 60 minutes, ou a este documentário do Times, a noção de que foi o salvar os outros que lhe permitiu sobreviver, aguentar ter sobrevivido quando milhões de judeus como ele sucumbiram e, portanto, sem ter recorrido, mesmo após a II Guerra também, ao suicídio como vários outros resistentes (e sobreviventes) acabaram por fazer. A nacionalidade argentina, num primeiro instante, permitiu a libertação do campo francês (de espera, até à viagem para os campos da morte); depois, foi a sua inclinação e génio para as cores (desde muito cedo, e com escassa escolarização), para a capacidade de imitação e (des)coloração, falsificação de documentos, a par de engenho em levar uma vida paralela para a vizinhança não desconfiar e uma entrega imensa ao trabalho (e à luta) que o mantiveram vivo.

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