segunda-feira, 23 de julho de 2018

População empregada (Sectores)


Em 1971, a população activa portuguesa situava-se em cerca de 5 milhões e 300 mil pessoas; em 2016 éramos cerca de 6 milhões e 700 mil portugueses, nestas condições. Tem havido um aumento do volume de emprego desde 1974, simultaneamente ao crescimento populacional. Havia 194 mil desempregados em 1992 e 573 mil em 2016. O nível de escolaridade "Superior" era aquele no qual havia menos desempregados, em 2016. 3 milhões e 700 mil pessoas estavam empregadas em 1974; 4 milhões e 600 mil em 2016. Em 2016, o sector terciário empregava 3 milhões e cento e cinquenta mil pessoas; o sector primário, 318 mil pessoas. Ou seja, 68% das pessoas no mercado de trabalho, estavam em 2016 no sector terciário e apenas 7% no sector primário (24,5% no Sector Secundário). Em 1974, havia como que uma distribuição uniforme pelos três sectores, sendo que com um ligeiro predomínio do Sector Primário. No início da década de 90, assistiu-se à passagem da emprego do sector primário para o terciário; no final da década de 90, verificou-se um grande incremento industrial (com ganhos, até, no sector primário, como pecuária); nos anos 2000, o primado dos serviços e decréscimo do emprego na agricultura e indústria. "O desenvolvimento de uma tecnologia não se baseia apenas na capacidade inventiva de algumas pessoas. Esta tem um papel importante, mas vários estudos permitem perceber que as invenções apenas podem ser aplicadas quando existe um ambiente económico e empresarial que as consiga absorver. Actualmente, até mesmo esse ambiente depende de condições de desenvolvimento sectorial a nível nacional e internacional. Os processos de globalização influem decisivamente nas tendências de mudança. Mas quando dizemos "ambiente envolvente estamos a referir o conhecimento técnico disponível, a quantidade de trabalhadores com conhecimentos em engenharia, investigadores com conhecimentos nas áreas da gestão e nas áreas de especialização técnica" (p.27; António Brandão Moniz, Flad, 2018).´

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