[Exército europeu?]
Para haver um Exército comum tem de haver uma política de Defesa e uma política de Negócios Estrangeiros comuns. Se perguntarmos aos diversos Estados-membros qual é o inimigo, uns dirão a Rússia, outros os EUA, outros o terrorismo, outros os migrantes. Não há aqui um fio condutor que possa dar uma orientação coerente. Por isso, é uma política muito difícil de implementar. Só perante uma verdadeira ameaça os europeus vão unir-se definitivamente.
[As extremas direitas europeias e Steve Bannon]
Steve Bannon é um alter-ego de Trump. Está a doutrinar estes partidos e, mais do que isso, a congregá-los numa federação. (...) Nenhum dos líderes europeus, nem sequer Marine Le Pen, tinha proposto isto. Foi preciso vir alguém do outro lado do Atlântico para lhes dar esse cimento, criar uma vaga de fundo. Vamos ter eleições europeias em Maio, e, se estes partidos ficarem em maioria, será a implosão do projecto europeu. (...) Então não podem! [ficar em maioria]. Aliás, bastar-lhe-á ficar com uma minoria de bloqueio. O Parlamento Europeu codecide com o Conselho Europeu. Portanto, todas as propostas de regulamentos e de directivas podem ser bloqueadas a nível de Parlamento.
[Imigração, refugiados, resposta europeia]
A minha posição pessoal é que, se houver uma meia dúzia de países que aceitem, dentro das suas possibilidades, integrar estes migrantes é para aí que estes devem ir. Em contrapartida, não podemos forçar outros Estados a recebê-los, porque isso seria dar gás àqueles movimentos. É uma Europa de solidariedade, mas tem limites. Esta imposição a todos resulta nos Viktor Orban desta vida.
Isabel Meirelles, especialista em Assuntos Europeus e vice-presidente da Comissão Política do PSD, em entrevista a Emília Caetano, publicada na Visão, nº1328, de 16 a 22 de Agosto de 2018. Nesta entrevista, Isabel Meirelles diz, ainda, que o PSD, a partir de Outubro levará a várias capitais de Distrito portuguesas diferentes personalidades portuguesas e internacionais, numa série de debates acerca do que a UE pode fazer pelos portugueses. Elogia Jacques Delors e Jean-Claude Juncker pela amizade a Portugal e a atenção aos fundos dirigidos ao nosso país, com a duplicação das verbas, pela intervenção do primeiro destes políticos mencionados.
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