quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Fábrica de morte



No Museu de Auschwitz, conservam-se, ainda, os relatórios, as decisões, os mandatos acerca do que se pretendia e se fez daqueles campos de concentração e extermínio. Os detalhes do que ocorria no dia a dia, dos objectivos traçados e cumpridos, de metas, de números eram enviados, pelos oficiais, para a Alemanha. A frieza absoluta de uma burocracia despiedada, uma racionalidade instrumental levada ao paroxismo que pôs fim a milhões de vidas. A especificidade destes campos, como várias vezes se recorda, foi serem «fábricas de morte».

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