Se alguém achava, ingenuamente, que as críticas de Vasco Pulido Valente, no regresso, em entrevistas sucessivas, ao "estilo presidencial" de Marcelo Rebelo de Sousa se deviam interpretar literalmente (como se a crítica ao estilo não fosse meramente instrumental numa outra batalha politicamente bem mais densa), eis o que diz, agora, até não sem acinte, acerca de Marcelo (de onde ecoa o "dr.Rebelo de Sousa"?), em nova entrevista, desta vez à Revista História, edição Agosto 2018, do JN (ou como a leitura e interpretação da história não deixa de visar, e de que maneira, o presente e o tem como alvo):
"Temos estado a falar de uma corrente no PSD que achava que não devia haver acção política senão com o PS, e que o destino do PSD e a política do PSD devia ser uma política de subordinação ao PS e, eventualmente, coligação com o dito PS. Essa era a corrente a que se chamava, nessa altura, "os inadiáveis", a que pertencia o dr.Rebelo de Sousa, hoje Presidente da República, e outras relíquias da democracia portuguesa. Uma corrente contra o Sá Carneiro a que pertencia o dito Marcelo Rebelo de Sousa, coisa que ele quer apagar do currículo dele, mas que está lá: pertenceu a esse lindo grupo. (...) Sim, mas a verdade é que ele estava em oposição com o Sá Carneiro, e o Sá Carneiro detestava-o. De tal forma que se recusava a ter qualquer conversa com os jornalistas do "Expresso", de que o Marcelo era director. Você não encontra uma declaração do Francisco Sá Carneiro, uma entrevista, uma declaração ao "Expresso", durante o governo dele, porque queria mostrar publicamente a sua aversão ao dito Marcelo Rebelo de Sousa. Bem: havia outra corrente, a do próprio Sá Carneiro, que pensava ser preciso legitimar toda a direita e que a direita fosse para o governo sem a muleta do PS" (p.64, edição nº15, História -JN, Agosto 2018)
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