terça-feira, 7 de agosto de 2018

Viagem para a morte


Obrigados à força a abandonar as suas casas, os judeus de várias partes da Europa carregaram consigo malas de tamanho considerável. Às vezes, só sabemos que determinada pessoa foi prisioneira em Auschwitz-Birkenau porque o seu nome está estampado nestas malas que ainda hoje se podem ver no Museu daquele campo de concentração (e extermínio). Contudo, mais impressionante, e sem direito a fotografia, as duas toneladas de cabelos de prisioneiros de Auschwitz que ainda estão à nossa vista naquele edifício. Determinados prisioneiros, os Sonderkommando, eram obrigados, após a execução de prisioneiros, a irem enterrá-los e, antes disso, deles retirar tudo (dentes, cabelos, etc.) o que pudesse ser visto como útil, de algum modo, à máquina de guerra alemã. Cabelos de prisioneiros foram utilizados, por exemplo, em colchões.

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