*Na crónica que assina no mais recente número do JL, Hélder Macedo dá nota de que, no ano passado, a edição que organizou, com as obras, tão completas quanto possível, e com inéditos poemas que encontrou e juntou à edição, de Bernardim Ribeiro, um dos "três grandes" (a juntar a Camões e Sá de Miranda) da nossa "época de ouro", publicada pela Presença vendeu 2 exemplares. Lemos bem: dois.
*Também ao JL, diz, em entrevista, Hélia Correia: "sempre digo que o mundo começou a perder desde que o século de ouro grego acabou. Porque o gosto pela discussão de ideias, o amor, a volúpia, a liberdade da palavra foram empobrecendo. Até à proibição, até à palavra ser considerada perigosa, com as ondulações da História. O que sinto é que, hoje, pelas condições que existem, se podia ser mais exigente ao nível da palavra. E Portugal é, neste aspecto, paupérrimo, porque as pessoas parecem não gostar de falar, de debater, quanto mais de ler ou escrever literariamente. As pessoas não só não se entendem, como não têm prazer na troca, porque a comunicação não se faz. Cada um está ligado aos seus aparelhinhos" (p.17, nº1254).
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