
Enquanto o Expresso, através do Football Leaks, confirma aquilo de que há muito se suspeitava - a criação, por parte dos maiores clubes, de uma superliga europeia de onde se excluem emblemas portugueses, Luís Filipe Vieira dizia esta semana que não sairá do seu clube enquanto não for campeão europeu. De hóquei?
Com base nos mesmos documentos que deram origem à manchete do Expresso, a Marca titula hoje "Escândalo", apontando o dedo a Infantino e Platini como tendo encoberto o "doping financeiro" de PSG e Man. City. Não era Platini o santo e senha da famosa "verdade desportiva"? Quem nega ter claques, ou a existência de uma cartilha reconhecida até pelos que por ela foram instrumentalizados, é capaz de dizer tudo, incluindo a expressão "verdade desportiva". Que, na sua boca, não quer dizer, pura e simplesmente, nada.
P.S.: Escreve o Director Pedro Santos Guerreiro, no Expresso, a propósito da superliga europeia, sobre a correlação entre a vida social e económica, no estádio em que a vemos medrar, e o futebol que, evidentemente, não vive em Marte. Acho graça aos que são a favor de um regime num lado, mas no outro nem pensar. Quem bebe pelo gargalo, compra a garrafa: "Criar superligas é trazer para o desporto o tipo de desigualdade que conhecemos nas companhias multinacionais. É fomentar uma desproporção concorrencial que sedimentará duas divisões no futebol, distribuindo o dinheiro de forma tão desproporcionada que tornará quase impossível a mobilidade de clubes entre ligas (...) Quando os ricos querem ficar mais ricos, a história nunca acaba bem" (p.2).
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