A (re)escrita é um exercício de caça às palavras que estão a mais, que não acrescentam um milímetro de informação. Não se trata de uma rasura que adultere, o mínimo que seja, o sentido das frases. Se, depois de ler o capítulo, entender que deve elidir na frase «O bife está bem bom» a palavra «bem», o capítulo falhou nos seus propósitos.
Manuel Monteiro, Por amor à língua. Contra a linguagem que por aí circula, Objectiva, 2018, p.28
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