segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Tomáš Halík - Nietzsche



Há uma tradição na cultura humana, e também na religião e na Igreja, de pessoas que percebem o mundo e a vida como um paradoxo. Vêm os dois lados e não estão satisfeitos com perguntas simples, são capazes de sair dos paradoxos da vida. Podemos falar de São Paulo, Santo Agostinho, Blaise Pascal, Kierkegaard, Chesterton e muitos outros – incluindo o padre Tolentino [Mendonça], com quem partilho muitas semelhanças no modo de pensar. É importante escrever livros teológicos não só como livros de dogmas e artigos de fé. Escrevo os meus livros para pessoas com mentes e corações abertos, que estão à procura e que têm questões e dúvidas, com sensibilidade espiritual. Não estão satisfeitas com as respostas simples para questões complicadas e muitas delas precisam de alguém que as acompanhe – não que as manipule, mas que as acompanhe. Esse é o sentido da minha literatura e do meu trabalho pastoral.

Na íntegra, aqui.

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