segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

A vida não é fácil


Viver com uma outra pessoa é muito complicado, a capacidade de compatibilização de duas personalidades, feitios, carácter, preferências. Mas viver sozinho é mais difícil ainda, potencia a solidão, as doenças mentais, por regra morre-se mais cedo. Um casal que se apaixonou profundamente, que viveu muito em função do sentimento tende a ser, porventura, o que mais abalará: no amor, o edificar, o querer edificar, ter um projecto de vida, é o mais importante. Ou como, além de sentimento, no amor há razão e vontade. Educar, hoje, implica procurar que a descendência seja capaz de enfrentar o(s) outro(s), ter personalidade, conseguir lidar com os outros, com os quais vai lidar em múltiplas circunstâncias, em templo de pluralismo - diversos contextos e muito desafiantes - e de solipsismo e egocentrismo (dificuldade de desligar de si e sair para os outros). Daniel Sampaio, psiquiatra e em jeito de sabedoria, este fim de semana, ao I.

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