
Convém, no entanto, lembrar que, na Europa, quanto mais rico é um país mais a medicina privada é residual e não o contrário (...) Agora, a via para a destruição do SNS parece ser fomentar o seu descrédito (...)
Fui recentemente falar a um grupo de pessoas que queriam debater os riscos que as democracias hoje estão a enfrentar. Havia muita gente nova. Depois de uma intervenção um pouco pessimista e de um debate muito interessante, uma das jovens perguntou-me: "O que podemos fazer?". Por breves segundos, fiquei sem fala. Depois, disse o que me veio à ideia. Devíamos comportar-nos mais como cidadãos e menos como enfermeiros, professores, magistrados, etc., etc. Só depois comecei a pensar naquilo que tinha dito.
Teresa de Sousa, Não são só as democracias que morrem devagar. O SNS também, Público, 16-12-2018, p.30.
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