O que está a dar cabo da democracia não é o Facebook, são as formas mais predatórias do capitalismo, as desigualdades, os monopólios, a precariedade, uma economia de mercado distorcida pelos mais poderosos para obter vantagens para si próprios à custa dos mais frágeis, ou seja, uma rede - também ela social - de interesses a quem convém que tudo se mantenha como está e que se manifesta nos mais diversos planos, entre eles também no Facebook.
Há quem saia das redes sociais pensando que essa é a forma de contrariar forças antiprogressistas. Mas isso apenas criará vazios que serão ocupados por essas forças nocivas que se pretende iludir. Ontem como hoje, offline ou online, a opção é compreender onde nos situamos. É não idealizar. É ver limites, mas também potencialidades.
Vítor Belanciano, Está-se mesmo a ver que a culpa é das redes sociais, Público, 13-01-2019, P2, p.2
P.S.: na semana em que Robert Habeck, líder de Os Verdes (alemães), decidiu deixar o Twitter (em protesto com o clima de ódio neste presente).
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