segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

As redes sociais e o exacerbamento emocional


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No Facebook pedem-nos uma resposta emotiva: gosto, adoro, isto irrita-me, isto choca-me. São as reacções por emoji que a plataforma propõe. Quando Mark Zuckerberg anunciou mudanças no feed de notícias em Janeiro, disse que o Facebook não valoriza a informação com base na sua utilidade mas sim no número de conversas e interacções que provoca. Quem quiser tirar proveito das vantagens do algoritmo do feed de notícias do Facebook, precisa de ter muita gente a comentar as suas publicações; e se é isso que valoriza a informação em detrimento de outro tipo de conteúdos, estamos, acho eu, a mexer com instintos ancestrais da humanidade. Gostamos de provocar e gostamos que nos provoquem, e não é difícil conseguir ambas as coisas nestas plataformas que criámos.

Joshua Benton, investigador do Nieman Journalism Lab, da Universidade de Harvard, entrevistado por Cristina MargatoO irreversível declínio dos media tradicionais, Electra nº4, Dezembro 2018, p.52.

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