16 mil alunos viram as suas candidaturas a uma bolsa recusadas, este ano: "fontes da área denunciam que há uma enorme franja de estudantes que ficam sem apoios por uma curta margem. E os critérios para atribuição de bolsas confirmam essa tese, ao mostrarem que uma família em que os pais têm, em média, um salário bruto de 900 euros pode ficar já sem qualquer tipo de ajuda social". Um estudo da Universidade de Lisboa "Custos dos estudantes do ensino superior português", publicado a meio de 2018, com dados do ano letivo 2015-2016, mostra que as propinas em Portugal estão ao mesmo nível do alojamento no topo dos custos de um aluno de uma faculdade ou politécnico: "qualquer que fosse o tipo de ensino frequentado, a despesa mais representativa foi a do grupo das propinas (que variou entre um peso de 15,3% no ensino politécnico público e um peso máximo no politécnico privado, de 39,8%). Os estudantes gastaram um valor médio anual próximo dos 6446 euros. (DN, 19-01-2019, pp.24-25)
P.S.: cf. artigo do Prof. Aguiar-Conraria, no Público. (no qual os números apresentados quanto ao peso relativo das propinas, no conjunto das despesas dos alunos do ensino superior, em Portugal, eram bem diversos deste; naturalmente, estudos diversos não chegam, exactamente, à mesma conclusão).

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