domingo, 13 de janeiro de 2019

Da tv como banalidade do mal


No documentário O acto de matar (2012), Joshua Oppenheimer mostra como os "assassinos profissionais" de comunistas da ditadura indonésia de Sukarno (foram mortos 500 mil) vão hoje a programas de entretenimento de televisão e ali explicam a forma mais eficaz de usar um garrote para matar alguém sem sujar o chão. Todos riem à gargalhada: os velhos criminosos, os jovens entertainers de tv e a audiência no estúdio. Ninguém estranha, tudo é normal.

Bárbara Reis, Uma lapalissada sobre Goucha e Mário Machado, Público, 11-01-2019, p.15


P.S.: Sérgio Figueiredo assumiu o erro de levar Mário Machado à TVI. Pacheco Pereira não deixa de ter razão quando escreve que uma televisão com uma permanente agenda populista, que perpassa todos os seus espaços informativos e de entretenimento, causa danos suplementares ao da presença de um selvagem. Bem os jornais que ouviram o sentimento dos familiares de Alcino António, pessoas em que não pensaram os que decidiram o programa da manhã da tvi.

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