sábado, 19 de janeiro de 2019

Serão "sociais" as redes (online)?

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A preparar (a moderação de) um debate acerca da relação das redes sociais com a (não) violência, só agora vi o filme de David Fincher, A rede social, estreado em 2010. E foi com João Lopes que nele encontrei a pergunta radical: o que dizemos, a este propósito, quando dizemos "social"? Não estaremos a adoptar tal expressão de modo irreflectido, ou já damos por boa uma baliza do "social", uma possível descrição de sociedade como aquela em que "um dos gestos mais populares consiste em escrever um insulto contra os companheiros virtuais?" Ou, onde tal sucede, não há, afinal, dimensão "social", "sociedade"? Que "sociabilidade" é, pois, a do insulto (permanente) aos demais (internautas), e na qual "colocar um polegar alto passou a ser a apoteose do tempo que vivemos?". Ou seja, "que sociedade estamos a construir quando aceitamos que as relações humanas podem ser codificadas, organizadas e geridas por máquinas como as de Zuckerberg"?
A quando da estreia do filme, baseado num livro polémico sobre Zuckerberg, deu-se grande controvérsia quanto à veracidade da descrição, ali realizada, do nascimento do Facebook, bem como motivo de discórdia existiu relativamente à "caricatura" de Zuckerberg e ao modo crítico como uma ambiência que só prometia transparência e felicidade se encontrava vertido na película. Um filme acerca da avareza e solidão, amizade e não comunicação; poder, ambição, (falta de) inteligência emocional, a relação desta com o (estrito) QI.

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