segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Bons negócios


E eu costumava [durante a crise na zona euro] dar sempre dar sempre [o exemplo de] a crise do pepino espanhol. (...) Que era alemão. A ideia de que o Sul não cumpria as regras fez com que produtos hortícolas da zona de Bremen fossem atribuídos a Valência. Sendo que Bremen  está falido há muito mais tempo que a Grécia. (...) Basta olhar para o superávit comercial alemão, que é três vezes superior em termos absolutos ao chinês. Em 2018, a Holanda tem um superávit comercial superior ao da China, um país com 16 milhões de pessoas. Basta isto para perceber que o euro não foi um mau negócio para estes países. (...) Esta ideia de que os outros se estão a aproveitar não tem sentido nenhum. É um preconceito fabricado. É um mito

Paulo Rangel, entrevistado por Teresa de Sousa, "Os estados-membros não confiam uns nos outros", Público, P2, 24-02-2019, p.20.

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