domingo, 17 de fevereiro de 2019

Evolução do humano


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Os humanos começaram por evoluir do macaco (Australopithecus) há cerca de 2,5 milhões de anos na África oriental, de onde acabaram por migrar para se fixarem no norte de África, na Europa e na Ásia. Durante grande parte dos dois milhões de anos seguintes havia inúmeros géneros humanos (Homo) espalhados pela terra, incluindo o Homo Neanderthalensis, Homo erectus, Homo soloensis, Homo denisova, Homo ergaster, e por aí fora. Os Homo sapiens europeus são por vezes designados de Cro-Magnon, assim denominados após descoberta de ossadas de Homo Sapiens em 1868 na gruta do mesmo nome perto da aldeia de Les Eyzes, em França. A teoria habitualmente conhecida como «hipótese da origem única» defende que os humanos anatomicamente modernos desenvolveram-se em África há cerca de 200 mil anos e que há mais ou menos 125 mil anos um ramo destes primeiros humanos, o Homo Sapiens, começou a migrar e a fixar-se na Eurásia, onde ocupou o lugar de uma espécie humana mais antiga, os neandertais. Recentemente, esta teoria foi corroborada por provas genéticas. Contudo, uma descoberta recente de fósseis de Homo Sapiens em Jebel Irhoud, em Marrocos, datados de há pelo menos 300 mil anos, sugerem que a nossa espécie talvez seja mais antiga do que pensávamos. Ver Jean-Jacques Hublin et al., «Nem Fossils from Jebel Irhoud, Marocco, and the Pan-African Origin of Homo Sapiens», Nature 546 (8 de junho de 2017), pp.289-292.
Alguns investigadores defendem convictamente que as origens do Homo Sapiens se encontram no norte de África e não, como geralmente se pensa, na África austral e oriental, e que serão 50 mil anos mais antigas do que o indicado pelas estimativas originais, que situavam as origens do Homo sapiens há 60 mil ou 70 mil anos. (...) 
Geralmente, acredita-se que o Homo Sapiens e os neandertais coincidiram na Europa pelo menos durante dez mil anos, provavelmente entre o ano 40 000 e o ano 30 000 a.C., e existem provas concludentes de miscigenação entre estas duas espécies (todos os seres humanos vivos não africanos têm aproximadamente dois por cento de ADN neandertal). (...) Como os investigadores acreditam que o acasalamento com neandertais ocorreu entre sete mil a dez mil anos antes do homem siberiano ter vivido, isso poderia significar que a miscigenação entre humanos e neandertais pode ter até 60 mil anos

Reza Aslan, Deus. Uma biografia, Quetzal, 2018, [tradução de Bruno Vieira Amaral], pp.43-44, nota de rodapé 1, do capítulo 1.


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