segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Liturgia


Outra coisa muito marcante: a primeira Porta da Misericórdia do Jubileu a ser aberta não foi a de São Pedro, mas a de Bangui, na República Centro-Africana, cinco dias antes. Na periferia...Na altura em que eu preparava a viagem a África, ao Quénia, ao Uganda e à República Centro-Africana, o monsenhor Gallagher perguntou-me: «Alguma vez foi a África?». Eu respondi: «Nunca», e ele disse: «Vai ficar apaixonado!»...(...)
Mas eu pedi, especificamente: «por favor, não me prevejam missas de seis horas na liturgia». Ao que me responderam: «não se preocupe, não serão mais de quatro horas!». Para eles, a missa é uma festa que dura o Domingo inteiro. Dançam, mas religiosamente: a dança está presente para trazer a palavra de Deus. Estávamos todos boquiabertos: era um verdadeiro facto religioso, e de uma enorme beleza. No Jubileu, uma grande ajuda veio da parte dos missionários da misericórdia. São sacerdotes propostos pelos bispos, pelos superiores-gerais das congregações religiosas, que foram a todas as dioceses para absolver todos os pecados, mesmo os reservados à Santa Sé. 

Papa Francisco, entrevistado por Dominique Wolton, em Um futuro de fé, Planeta, 2018, p.67.

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