Um estado de permanente irritação de quem deixou de saber viver num registo de luta, adrenalínico - que devemos aplicar na escola, no trabalho, no fazer e mais todos os verbos transitivos - mas ao mesmo tempo garantir um registo endorfinico de calma, paz, que seria aquele que a pessoa encontra em casa e nos tempos de lazer. (...) Acho que vem muito de não compreendermos a nossa biologia, de não percebermos que de facto existe este lado adrenalínico mas também de termos de respeitar o lado mais calmo. Somos animais antes de sermos pessoas e cidadãos. (...) Num mundo com tanta comunicação, nunca se comunicou tão impropriamente. Olhar nos olhos da empatia, não é um emoji que a cria, às vezes até reduz. Por fim, o nosso lado animal está completamente esquecido. Os miúdos na escola aprendem a biologia da rã, do coelho, do dinossauro...Do ser humano sabem muito pouco.
Mario Cordeiro, pediatra, entrevistado por Marta F.Reis, "Não vale a pena andarmos armados em super-homens porque não somos", I, 08-02-2019, p.21.
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