Na esteira de José Pedro Castanheira, Medeiros Ferreira, em Memórias anotadas, aceita caracterizar a sua relação com João Bosco Mota Amaral como "amizade competitiva". Caracteriza o ex-Presidente do Governo Regional dos Açores como "o melhor aluno do liceu". De si mesmo, refere-se a alguém (que tendo sido mimado é) auto-confiante, com um pai a tender para o autoritário, ligado a forças de segurança, esperando para os filhos uma carreira militar - "ao menos podias ir para Direito", dirá ao filho, face à decisão deste de ir para Letras. E que tendo uma liderança natural - aos 34 anos, ministro dos Negócios Estrangeiros, o mais jovem dos estados-membros da ONU, era popular, mas almejava o reconhecimento enquanto estudante, o que não era, claramente, um adquirido, mas, em boa medida, compensado, tal desejo, pelas excelentes notas nos Exames nacionais (com a excepção do latim). Desde cedo, escreveu nos jornais e fez crónica cinematográfica.
"Ninguém escolhe o país em que nasce: mas decidir ficar é um acto de amor. E de vontade de reinventar novos futuros", Adriano Moreira, 'Da Utopia à fronteira da pobreza'
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quinta-feira, 20 de abril de 2017
Vidas (II)
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quarta-feira, 12 de abril de 2017
Depressão
Portugal é o país da Europa com a taxa de depressão mais elevada e o segundo no mundo; 400 mil portugueses entre os 18 e os 65 anos sofrem de depressão (a cada ano); 70 a 80% é a taxa de sucesso para o tratamento da depressão. O suicídio, no grupo etário dos 15-24 anos, tem uma prevalência bem maior na Madeira e, sobretudo, nos Açores, do que no continente (no que se alerta para a correlação, em muitos casos, com a componente económica). A venda de antidepressivos aumentou 32% em 5 anos. No ano passado, quase 8 milhões de embalagens de anti-depressivos foram vendidas, mais dois milhões do que sucedera em 2012.
terça-feira, 23 de agosto de 2016
Zarpar

Manuel Carlos George Nascimento, um açoriano do Corvo, foi o primeiro editor de Pablo Neruda. Nasceu, em 1885, numa família de baleeiros (filho e neto de baleeiros), numa prole de 11 irmãos. Na imaginação furibunda do castigo terrífico do grande Leviatã marinho, em sermões de estremecer o chão da calçada; no fito do infinito do horizonte, lembrando mares por navegar, muito por descobrir; na solidariedade fraterna entre homens do mesmo ofício que cantavam o adeus às moças no mergulho no longínquo; nos sete mares que desbravar, aos 20 anos Manuel Carlos parte, na baleeira, para New Bedford, onde encontra o irmão, capelão dos homens do mar, e durante meses trabalha num hotel; no vapor, o anjo cinzento de Withman, atravessa a América, vai do Atlântico ao Pacífico, e suspende na Califórnia, São Francisco, onde se encontra, de novo, em família, e descobre o cosmopolitismo tão distante do pequeno Corvo, do Portugal ainda monárquico, que deixara; o cinematógrafo é a grande novidade daqueles dias e o jovem aventureiro vê, então, o primeiro filme da sua vida. Mas é em Santiago do Chile, onde, há muito, um tio está radicado e com livraria, para a qual parece fadado, que migrará em definitivo, recebendo por herança esse mister de prosseguir os sonhos dos capitães Ahab por contar. Manuel Carlos, um ilustre açoriano, contado por José Medeiros, em O livreiro de Santiago.
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