Mostrar mensagens com a etiqueta Aaron Sorkin. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Aaron Sorkin. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Volta ao mundo


No GPS, de Fareed Zakaria: Mesmo com a prosperidade de hoje em dia, os fundos europeus representam 3% da economia da Hungria e quase 4% da LituâniaEntre 2004 e 2014, 2 milhões de polacos foram para o Reino Unido e Alemanha e 2 milhões de romenos foram para Espanha e Itália. Mesmo a restante crise migratória terá que ser relacionada com esta situação prévia e o que exigiu aos sistemas de acolhimento, defende o politólogo norte-americano, autor deste programa da CNN, que conclui: "a Europa está a ruir". 
Nesta edição, a tecnologia 5G, com a transferência de dados a ser 100 vezes mais rápida do que hoje e com os telemóveis a ganharem uma absoluta centralidade (mesmo para vermos vídeos). Uma das questões que, por exemplo, se coloca aos jornais passa mesmo por aqui: como chegarem a um público que já arrumou os portáteis que se viam a rodos nos cafés há meia dúzia de anos e se fixou nos telemóveis (como ler devidamente um jornal no telemóvel?). 
Os alunos norte-americanos do 7º, 8º ou 9º anos lêem (na escola) "Por favor não matem a cotovia", de Harper Lee (escritora que faleceu há 3 anos). É a primeira vez que lidam, a este nível (leituras escolares) com o tema da injustiça e racismo. Pela primeira vez, um herói usa óculos. 
Aaron Sorkin contrapõe à ideia de que o Presidente Trump alcançou a Casa Branca por falar a linguagem das "pessoas normais", a perspectiva de que isso é um insulto a essas mesmas pessoas que, definitivamente, não falam daquele jeito. De qualquer forma, não caberia ao Presidente verificar qual a pior característica que teria em comum com os demais cidadãos para a potenciar. "Cabe ao Presidente tentar tornar-nos melhores". Já vários Presidentes o conseguiram; Trump, ao invés, parece conseguir convocar o que de pior há em cada ser humano. Sorkin não crê que se trate de uma estratégia, de uma filosofia: apenas o actual Presidente norte-americano não é capaz de melhor. A questão é que o apelo emocional, o apelo ao instinto, mais do que a razão, é mais eficaz - nota Zakaria, recorrendo aos dados de diferentes estudos. 
Os democratas têm que ser capazes de trazer ao debate outras coisas que não a discussão das casas de banho para transgénero. 
Em Haia, o TPI, chegou, na semana passada, à conclusão de que a Procuradora não apresentara provas bastantes quanto a crimes que Laurent Gbagbo terá praticado contra a humanidade quando este ex-Presidente da Costa do Marfim, em 2010, não aceitou o resultado eleitoral, e, nessa sequência, morreram 3 mil pessoas. Foi agora interposto recurso e, nessa medida, o político que pretende regressar ao activo, mantém-se preso.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Séries que ajudam a ler um tempo




A América dos anos Obama, a partir do noticiário da Newsroom (HBO): em um tempo muito extremado ideologicamente, o que os espectadores querem são notícias que confirmem a sua pré-compreensão da realidade. Antes de o ser, a notícia - e sua interpretação - já o eram. Curiosamente, aqui, intentar, em termos jornalísticos, uma aproximação neutra à realidade pode resultar, comercialmente, paradoxal: os mais apaixonados seguirão o canal partidário, ideológico; todavia, uma faixa de considerável de apaniguados sentir-se-ão tentados a olhar a tv independente que, pelo menos, não os agride - e como, além de propaganda ao partido, as tv's comprometidas tendem a atacar e/ou ridicularizar o adversário, a ausência de agressão já não é pouco. De um ponto de vista ético, deontológico, o que Newsroom não deixa de nos fazer reflectir é que esta neutralidade tem que ser um ponto de partida, não um ponto de chegada. Se o facto a noticiar pode ter vários pontos de vista, acontece também admitir, em certas circunstâncias, um único. Procurar evitar mostrá-lo, dizê-lo com clareza, sem tibiezas, desfocando o ponto, desdramatizando-o em demasia, pode ser absolutamente errado e nada mais constituir (a neutralidade) do que uma estratégia torpe para ganhar audiência (publicidade).