Lê-se e não se acredita. Mas depois, na ausência de desmentido, percebe-se que é mesmo verdade. Paulo Gonçalves continua vivo e activo na órbita benfiquista - os jornais noticiaram que negociou a transferência do futebolista Jhonder Cádiz -, apesar de ter sido formalmente acusado de corrupção no caso e-toupeira sendo ainda arguido no caso dos e-mails. Qualquer pessoa medianamente sensata e decorosa esperaria ver do Benfica uma demarcação do ex-assessor jurídico e braço direito de Luís F.Vieira, certamente um dos principais responsáveis pela degradação da imagem pública do Benfica. Nem preciso dizer porquê. Mas não. Certamente com o conhecimento e a autorização do amigo Vieira, Gonçalves continua a dar cartas e a mexer com a vida (e os negócios) do Benfica. Como se isto fosse saudável, aceitável, normal (...) Como se o Benfica vivesse acima de todas as regras jurídicas e convenções sociais e não tivesse de prestar contas a ninguém (...) Esta arrogância desafiante, esta arreigada convicção de impunidade e intocabilidade da actual cúpula dirigente encarnada (...) não é bom sinal.
André Pipa, ABola, 08-05-2019, p.37.