No GPS, de Fareed Zakaria: Mesmo com a prosperidade de hoje em dia, os fundos europeus representam 3% da economia da Hungria e quase 4% da Lituânia. Entre 2004 e 2014, 2 milhões de polacos foram para o Reino Unido e Alemanha e 2 milhões de romenos foram para Espanha e Itália. Mesmo a restante crise migratória terá que ser relacionada com esta situação prévia e o que exigiu aos sistemas de acolhimento, defende o politólogo norte-americano, autor deste programa da CNN, que conclui: "a Europa está a ruir".
Nesta edição, a tecnologia 5G, com a transferência de dados a ser 100 vezes mais rápida do que hoje e com os telemóveis a ganharem uma absoluta centralidade (mesmo para vermos vídeos). Uma das questões que, por exemplo, se coloca aos jornais passa mesmo por aqui: como chegarem a um público que já arrumou os portáteis que se viam a rodos nos cafés há meia dúzia de anos e se fixou nos telemóveis (como ler devidamente um jornal no telemóvel?).
Os alunos norte-americanos do 7º, 8º ou 9º anos lêem (na escola) "Por favor não matem a cotovia", de Harper Lee (escritora que faleceu há 3 anos). É a primeira vez que lidam, a este nível (leituras escolares) com o tema da injustiça e racismo. Pela primeira vez, um herói usa óculos.
Aaron Sorkin contrapõe à ideia de que o Presidente Trump alcançou a Casa Branca por falar a linguagem das "pessoas normais", a perspectiva de que isso é um insulto a essas mesmas pessoas que, definitivamente, não falam daquele jeito. De qualquer forma, não caberia ao Presidente verificar qual a pior característica que teria em comum com os demais cidadãos para a potenciar. "Cabe ao Presidente tentar tornar-nos melhores". Já vários Presidentes o conseguiram; Trump, ao invés, parece conseguir convocar o que de pior há em cada ser humano. Sorkin não crê que se trate de uma estratégia, de uma filosofia: apenas o actual Presidente norte-americano não é capaz de melhor. A questão é que o apelo emocional, o apelo ao instinto, mais do que a razão, é mais eficaz - nota Zakaria, recorrendo aos dados de diferentes estudos.
Os democratas têm que ser capazes de trazer ao debate outras coisas que não a discussão das casas de banho para transgénero.
Em Haia, o TPI, chegou, na semana passada, à conclusão de que a Procuradora não apresentara provas bastantes quanto a crimes que Laurent Gbagbo terá praticado contra a humanidade quando este ex-Presidente da Costa do Marfim, em 2010, não aceitou o resultado eleitoral, e, nessa sequência, morreram 3 mil pessoas. Foi agora interposto recurso e, nessa medida, o político que pretende regressar ao activo, mantém-se preso.