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segunda-feira, 18 de setembro de 2017

A Alemanha que vai a votos



*Ana Carbajosa aponta para um grande centro ideológico na sociedade alemã (80% dos alemães dizem-se do centro, muito mais do que sucede em Espanha ou França), na qual, afora algumas minorias, a grande maioria da população estaria de acordo em matérias como a política europeia, a economia, o meio ambiente, os direitos civis, o papel da religião, sendo que os próprios slogans refletem este estado de coisas (para além do que se viu no debate entre Merkel e Schulz, no qual "as diferenças foram micro" e a cada um dos candidatos "só faltou abanar a cabeça enquanto o outro falava"; isto, também, por razões históricas, nomeadamente a experiência do entrincheiramento partidário na República de Weimar a dar passo ao nazismo; uma sondagem da Forsa indica que 75% dos alemães estão contentes com a sua situação financeira, enquanto 59% entendem que o país vai na boa direcção, contrastando com uma média europeia de 36%): aqui.

*Wolfgang Munchau, no DN, entende que o SPD não foi capaz de pensar a globalização e assim que os alemães desacelerem nos seus "campeões nacionais" não haverá estratégia para o dia seguinte. Se os sociais-democratas aceitaram as "linhas neoliberais" do défice e da dívida "desde 1990" não apresentam alternativa, embora o colunista do FT também considere que na Alemanha não resultaria uma viragem pura e dura à esquerda como a de Corbyn, no Reino Unido. Mas faltou uma reflexão de fundo sobre o futuro europeu, com mais solidariedade, com Schulz a deixar todo o peso (e/ou brilho) nas costas de JunckerAqui.

*Clara Ervedosa, no Público, liga ainda a grande erosão eleitoral do SPD ao conjunto de reformas do tempo de Schroeder que entende terem debilitado o trabalho, gerado precariedade, colocado em causa a coesão social e a classe média, promovido a desigualdade (40% dos salários mais baixos são inferiores aos de 1995). Sem o "pai" Estado, fica a segurança simbólica da Mutti MerkelAqui.

*Lluis Bassets alude ao prestígio global de Merkel, que ultrapassará Adenauer e igualará Kohl no número de anos à frente do Governo, caso vença as eleições de dia 24, elenca possíveis coligações, mas refere também a falta de infra-estruturas (pelo medo do endividamento), a erosão das grandes marcas alemãs, uma demografia que mostra uma população muito envelhecida. Aqui.