*Neste fim-de-semana, o
I publicou texto de Paul Krugman e Thomas Picketty sobre a desigualdade. No Expresso, Clara Ferreira
Alves escreveu, também, sobre “o capital no séc.XXI”. Depois de Manuel Maria Carrilho (julgo que posteriormente à edição portuguesa de O preço da desigualdade, onde Stiglitz o havia referenciado e tomado como muito importantes os seus estudos) o ter citado, há
meses, no DN (e esta semana, de
novo), está, definitivamente, na moda, também entre nós.
*Assisto a mais uma
edição do Panorama BBC (na SicNotícias). Esta semana dedicado à “revolução
do Papa Francisco”. Muitos lugares comuns, os testemunhos, quase todos,
esperados, pouca novidade. Skorka
garante, de modo peremptório, que Francisco sabe perfeitamente os riscos que
corre; há um vaticanista ouvido na
reportagem que nos dá conta de um Bergoglio
que também tem uma (menos conhecida) dimensão autoritária e que pode ferver em pouca água; há um líder
da comunidade homossexual, em Buenos Aires, que sublinhou, no Cardeal
Bergoglio, uma compreensão e um reconhecimento dos direitos dos homossexuais,
que contrastava um pouco com a sua imagem pública na Argentina (quando tais
direitos se discutiram); há uma testemunha dos anos de ditadura militar na
Argentina que agradece ao Cardeal estar ainda viva; e há, finalmente, uma
experiência negativa de uma vítima de abusos sexuais, num seminário de Buenos
Aires, com o modo como a hierarquia da Igreja e seu máximo responsável, na altura,
lidou com o assunto. Em suma, os pontos que mais se destacaram no documentário.
*Fico com grande
curiosidade de ver o filme “O Novo Testamento de Jesu Christo segundo João”, de
Joaquim Pinto e Nuno Leonel, após ler, no Expresso,
os considerandos de José Tolentino de
Mendonça sobre este: “um dos objectos mais insólitos do cinema
contemporâneo”, apresentado no IndieLisboa,
que, assim, será lembrado por muitos anos: “a curiosidade pelo enigma de Jesus,
por mais que se diga, é inultrapassável”. Este filme, em concreto, é “diverso
de tudo o que antes vimos”. O jogo de presença/ausência de imagens, ao longo do
filme, “soará como blasfémia ao consumismo sonâmbulo e sem atropelos que o
mercado impõe”. Finalmente, “Luis Miguel
Cintra tem aqui um dos momentos mais inesquecíveis da sua monumental
carreira”. Em suma, os realizadores deste filme, recordam-nos, com ele, que “o
cinema dá a ver o milagre”.
*Depois da Visão, a atenção/foco e Daniel Goleman, esta semana a Sábado (mais robusta reportagem no seu
tema, do que a Visão havia trazido
sobre diversa problemática; se bem que a edição da Sábado era especial, pelos seus 10 anos) com as novidades sobre aquilo
de que os bebés são capazes Alison Gopnik. Para continuar a acompanhar neste blog.
*Passou um pouco despercebida a edição do Conselho de Directores, há algumas semanas, na RR, com Marcelo Rebelo de Sousa, mas com interesse quanto ao seu futuro político. Acertada, desta vez, a provocação de Henrique Monteiro quanto ao adversário que Marcelo mais teme para as presidenciais: António Guterres.