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quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Árvore de Natal


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O centro da praça da Câmara Municipal [de Tallinn] terá sido um dos primeiros locais do mundo a albergar uma árvore de Natal, segundo o historiador Juri Kuuskemma, que encontrou registos da prática desde 1441. Inicialmente, a prática seria uma espécie de rito de passagem, onde os jovens solteiros da cidade dançavam à volta da árvore. (...)
A pretensão de ter a primeira árvore de Natal pública é disputada pela cidade de Riga, na Letónia, que também reclama a honra de ter começado a tradição.

Zoom, Estónia, uma visita ao melhor mercado de Natal da EuropaI, 26-12-2018, p.24

sábado, 5 de dezembro de 2015

Conversas na cidade: a Europa



Tem sido, em definitivo, uma semana de conferências. Esta noite, no Cais da Vila, em Vila Real, debate entre Francisco Seixas da Costa e António Lobo Xavier sobre o futuro da Europa - e de Portugal nele.

Algumas das ideias deixadas no final da noite desta sexta-feira vilarealense:

Seixas da Costa:

- O nosso aliado principal, na UE, foi sempre a Alemanha. Esta centralidade deve manter-se. Soares deu-se muito bem com Helmut Schmidt; Cavaco tem grande relação com Kohl; Guterres teve excelentes relações com Kohl e Schroeder; Sócrates dava-se na perfeição com Merkel, tal como Passos Coelho. "A Alemanha deve continuar a ser o centro da nossa relação com esta Europa".

- Portugal beneficiou do Plano Marshall (dado muitas vezes esquecido, ignorado, deliberadamente omitido e que Seixas da Costa recuperou no historiar da participação de Portugal em instâncias internacionais);

- "O alargamento [aos países de Leste, na UE] era inevitável e eticamente irrecusável"

- "Para um habitante da Estónia é mais importante a NATO - a NATO é um heterónimo de EUA - do que a UE", dado que muitos habitantes de Leste acham que devem a sua libertação do jugo soviético aos americanos, e não se sentem protegidos pelos europeus em caso de dificuldade nas fronteiras;

- Tudo o que ponha em causa a livre circulação de trabalhadores, como propõe a Grã-Bretanha, deve ser recusado por Portugal (o que teria sido destes quatro anos sem essa válvula de escape)? 

- Em 1949, Portugal entra para a NATO e em 1955 entra para a ONU, em resultado de um acordo Este-Oeste. Por outro lado, o nosso país é cooptado para a EFTA, que se forma em 1967. Tal cooptação é curiosa, na medida em que os restantes países são ricos. Com esta sucessiva integração, dar-se-à uma aculturação das elites portuguesas a uma lógica multilateral, em vez da prevalecente até então lógica bilateral.

-Quando entrámos na CE havia poucos países pobres, o que foi, a todos os títulos benéfico para o país. Com esta entrada, assistimos à reconversão de Portugal à normalidade democrática europeia - como, aliás, tinha acontecido à Grécia. Em Portugal, assiste-se, à época, a um choque de culturas e mentalidades, além de um upgrade ao nível da estrutura técnica dos vários ministérios.

- Inicialmente, Portugal era muito soberanista, mas com os tempos soube adaptar-se à partilha da soberania. Durante as primeiras décadas da participação de Portugal no projecto europeu, os Euro-barómetros assinalavam grande entusiasmo pela Europa por parte dos portugueses.

- "Tenho hoje dúvidas quanto ao modo de estarmos no Euro. O que temos que fazer para nos mantermos num projecto desta exigência?"

- A capacidade para os dirigentes políticos actuais planearem uma acção a médio prazo é muito limitada; as pessoas reagem, apenas, a curto-prazo

- Os polacos vivem com pânico: os cidadãos de Almodovar estão dispostos a morrer em Donetsk?

(cont.)

sexta-feira, 3 de abril de 2015

A escola a mudar




Ao regressar a algumas escolas onde não estava há mais de vinte anos, surpreendi-me com o facto de a sala de aula ter mudado tão pouco - por vezes, apenas um computador foi acrescentado e sem que isso, em rigor, interfira excessivamente em muitos dos dia-a-dia da escola. Leio, hoje, no Expresso que depois de Estónia ou Reino Unido, por exemplo, terem introduzido a programação (de computadores) como conteúdo a ensinar a alunos do primeiro ciclo do ensino Básico, no próximo ano lectivo começará idêntica experiência, em algumas escolas portuguesas. Os directores terão mais alguns dias de Abril para decidir dessa oferta e seu formato. A escola, em definitivo, a adaptar-se ao mundo que irrompeu nos anos pós-2000 (e sua 'revolução tecnológica').

P.S.: Entretanto, na Finlândia.

P.S.2: Li, com interesse, ainda a propósito das mudanças tecnológicas o artigo de opinião de Francisco Sarsfield Cabral no Sol (Tecnologia, emprego e salários, p.48) dando nota, após em anteriores ocasiões revelar estudos que apontam para a redução de empregos via tecnologias, de um artigo de Walter Isaacson, no Finantial Times no qual se dava conta da "economia das aplicações" - a propósito da invenção do iPhone e das aplicações para este - e dos milhões de empregos gerados (por tal economia) e o mesmo se diga relativamente ao caso dos robots (com a economia norte-americana, nomeadamente, a alcançar uma forte redução do desemprego nos últimos tempos). Perspectivas, portanto, contrapostas sobre o mesmo tema. Do que não há dúvida, garante Sarsfield Cabral, é que nos últimos 6 anos os salários não subiram e aí não há um optimista de serviço para nos reconfortar da realidade indesmentível.