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sábado, 26 de janeiro de 2019

Agravar


Mas as desigualdades de rendimentos dentro dos países, incluindo os emergentes, agravam-se perigosamente desde há meio século. Julgo, mesmo, que as desigualdades são o grande problema político e social do século XXI. Portugal, por exemplo, é um país de acentuadas desigualdades, superiores à média europeia, embora tenha havido algum recuo nessas desigualdades nos últimos quatro anos. Há nomeadamente diferenças entre o que ganham os chefes de empresas cotadas na bolsa (subida de mais de 14% em 2017) e os salários dos seus trabalhadores (que melhoraram nesse ano menos de 5%). Houve uma discussão no Conselho de Concertação Social sobre esta última desigualdade, mas as associações patronais manifestaram-se contra normas legais para travar o desequilíbrio entre as remunerações dos gestores e as dos trabalhadores. Não reconhecem legitimidade a uma eventual intervenção do Estado nessa matéria. Mas não é sensato da parte dos mais ricos desinteressarem-se do problema geral das crescentes disparidades de rendimentos. É que estas atingem níveis de tal ordem que põem em causa aquilo que deveria ser uma sociedade decente. 





Francisco Sarsfield Cabral, O agravamento das desigualdades, RR, 26-01-2019

domingo, 2 de agosto de 2015

Economia


Desvalorizar a moeda, ter este mecanismo como solução não é acreditar numa economia robusta, capaz de se valorizar, pela qualidade, no seio das relações internacionais. A mensagem que se passa a uma empresa é: não importa apostar na qualificação, na melhoria tecnológica e de processos, mas sempre, e antes, esperar que a desvalorização resolva os problemas que surgem ou surjam. A desmotivação para os sucessivos upgrades empresariais, urgentes à capacidade competitiva das empresas portuguesas na cena internacional, seria a consequência. Esta objecção de Francisco Sarsfield Cabral (no Sol, da passada semana) podia bem ser dirigida a João Ferreira do Amaral e às alternativas que tem sustentado, fazendo, assim, parte do grande debate sobre o "transe constitucional" europeu (Paulo Rangel) que aí está.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

A escola a mudar




Ao regressar a algumas escolas onde não estava há mais de vinte anos, surpreendi-me com o facto de a sala de aula ter mudado tão pouco - por vezes, apenas um computador foi acrescentado e sem que isso, em rigor, interfira excessivamente em muitos dos dia-a-dia da escola. Leio, hoje, no Expresso que depois de Estónia ou Reino Unido, por exemplo, terem introduzido a programação (de computadores) como conteúdo a ensinar a alunos do primeiro ciclo do ensino Básico, no próximo ano lectivo começará idêntica experiência, em algumas escolas portuguesas. Os directores terão mais alguns dias de Abril para decidir dessa oferta e seu formato. A escola, em definitivo, a adaptar-se ao mundo que irrompeu nos anos pós-2000 (e sua 'revolução tecnológica').

P.S.: Entretanto, na Finlândia.

P.S.2: Li, com interesse, ainda a propósito das mudanças tecnológicas o artigo de opinião de Francisco Sarsfield Cabral no Sol (Tecnologia, emprego e salários, p.48) dando nota, após em anteriores ocasiões revelar estudos que apontam para a redução de empregos via tecnologias, de um artigo de Walter Isaacson, no Finantial Times no qual se dava conta da "economia das aplicações" - a propósito da invenção do iPhone e das aplicações para este - e dos milhões de empregos gerados (por tal economia) e o mesmo se diga relativamente ao caso dos robots (com a economia norte-americana, nomeadamente, a alcançar uma forte redução do desemprego nos últimos tempos). Perspectivas, portanto, contrapostas sobre o mesmo tema. Do que não há dúvida, garante Sarsfield Cabral, é que nos últimos 6 anos os salários não subiram e aí não há um optimista de serviço para nos reconfortar da realidade indesmentível.

sábado, 4 de outubro de 2014

Da falta de ideais colectivos fortes

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"A Jihad não é um movimento passageiro", diz filósofo Lipovetsky
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