Vejo no GPS, de Fareed Zakaria: de acordo com um novo estudo, publicado no Journal of Science apresenta como solução para o (mitigar do) aquecimento global a plantação de muitos milhares de árvores: um bilião deveria ser suficiente. Como as árvores absorvem dióxido de carbono e o transformam em madeira, com esta medida, ao alcance de todos e de cada um, reduzir-se-iam os níveis de carbono na atmosfera para valores não alcançados há quase um século. Um perito assinala uma outra boa notícia: nos últimos 30 anos, a vegetação verde global aumentou 14%. Com a pretendida plantação massiva de árvores, ganhar-se-ia tempo na imprescindível transição energética.
Uma outra notícia, surpreendente, que escutei no 60 minutes da semana passada: agentes norte-americanos, nomeadamente ligados ao sector do comércio, presentes em países como Cuba ou China, tiveram, em ambos os casos, sintomas de afectação da audição, zumbido e confusão cerebral, náuseas (por vezes, extensíveis a familiares), que os estudos apontam para que através de micro-ondas - imperceptíveis e sem modo de defesa, sendo que podem matar um indivíduos - países rivais procuram manietar, interferir, atacar, prejudicar estes mesmos agentes (e respectivos países).
No mesmo programa televisivo, uma acção judicial, nos EUA, destinada a obrigar o Governo a agir no âmbito da emissão de gases com efeito estufa, sendo que a investigação das juristas à frente do caso invocam a Constituição, na medida em que o direito à saúde afectado por essas alterações implicariam um direito a um bom ambiente - com muitos casos concretos de crianças, nomeadamente, com graves problemas de saúde causados por aquelas alterações. O caso passou num primeiro crivo, o que era tido por muitos como improvável por ser difícil imputar o caso - das alterações climáticas - ao Governo dos EUA (em exclusivo). Mas estes incorrem em responsabilidades por nada fazerem a propósito, argumenta a causídica que lidera a acção. Na exaustiva pesquisa feita para o caso, a equipa jurídica que o apresenta demonstrou que o Governo dos EUA tinha relatórios de cientistas, desde 1965 (Lyndon Johnson), registando a correlação entre acções humanas e alterações climáticas (aquecimento) e os responsáveis nada fizeram.