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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Radar


Ainda do GPS: O Zimbabwe foi o quinto país, este ano, a mandar cortar a internet, depois da existência, no país, de protestos por causa dos combustíveis. Antes, tinha sido o Congo. Devido à contestação após eleições. Também o Gabão, o Sudão e o Bangladesh cortaram a net. Em 2018, houve 188 cortes, totais ou parciais, de internet ordenados pelos Governos, de acordo com a Access Now. Em 2016, tinha havido 75. Mas ainda em países democráticos, como a Índia. Neste país, estima-se que esses cortes tenham custado à economia qualquer coisa como 3 mil milhões. Mas, mais importante: as promessas democráticas da internet não têm vindo a ser cumpridas. A China não permite o acesso a facebooks, New York Times, suspende a net em zonas de conflitos laborais, etc.


quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Esteve feio, ou as férias urgentes


Não acompanho formas de luta que não esbocem um desenho de racionalidade a cumprir - que seja o apocalipse até a reivindicação ser satisfeita, seja como for, então? O governo que resolva!, um grito impróprio. Chumbar-se vidas, sem ponderar nelas, como um dano colateral, surge-me como obtuso. Contraditório, e até particularmente injusto com os próprios que o cometem, o mais do tempo assoberbados e a lutar por aquelas vidas, cumprindo um horário, e desempenhando tarefas, muito para lá do pactado. Ajudam a mobilar casas, ajudam a dar de comer a quem não tem mobília, nem alimento e veio ter com eles. Ficam a guardar e velar os mais novos nas férias sem compensação que não a de contribuírem para melhorar a vida do próximo. Idealismo máximo, sem páginas de jornais nem tempo de antena, mas junto, agora - na nossa lógica ou ou, não cabe o e que nos acompanha como seres complexos -, a um olhar auto-centrado de intensidade elevada (e é difícil exercer o contraditório quando, mesmo num registo profissional desta natureza, é possível ler-se apenas o blog que todos seguem no meio, ou o grupo temático do facebook; os contornos políticos assumidos nos jornais, nos estudos de opinião, não passam a barreira da leitura enviesada). Um mês e meio, não me recordo de coisa parecida. Sem sentido, a certa altura com palavras pouco amigáveis desde dentro - os que passam por "revolucionários" e "radicais" nas televisões e jornais são aqui tidos, agora, por tantos, como "traidores" e "vendidos" -, mas, sublinhe-se, uma intervenção dentro da legalidade. O que não acompanho, mesmo, é, ainda assim, a lógica para grandes males, grandes remédios com atropelo legal de tudo quanto os mesmos tinham plasmado em despachos anteriores, contradição insanável, incoerência e incongruência de quem muda, ao fim de mais de 40 dias, então para quê esperar (tanto)?, o órgão deliberativo por administrativo, faz reuniões de 15 ficarem na disposição de 5, acompanhado por uma tropa de elite para intimidar - os processos disciplinares. Vindo de um Governo de esquerda, isto é muito mais importante mas mesmo mais do que o que ocupa a espuma de fins de Julho, é especialmente grave e lamentável. Foi feio, esteve feio, as férias nunca foram tão necessárias. E, trauma, na derradeira reunião, dificuldade em habitar o presente, daqui a um mês já estamos aqui a reunir outra vez...