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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Bons negócios


E eu costumava [durante a crise na zona euro] dar sempre dar sempre [o exemplo de] a crise do pepino espanhol. (...) Que era alemão. A ideia de que o Sul não cumpria as regras fez com que produtos hortícolas da zona de Bremen fossem atribuídos a Valência. Sendo que Bremen  está falido há muito mais tempo que a Grécia. (...) Basta olhar para o superávit comercial alemão, que é três vezes superior em termos absolutos ao chinês. Em 2018, a Holanda tem um superávit comercial superior ao da China, um país com 16 milhões de pessoas. Basta isto para perceber que o euro não foi um mau negócio para estes países. (...) Esta ideia de que os outros se estão a aproveitar não tem sentido nenhum. É um preconceito fabricado. É um mito

Paulo Rangel, entrevistado por Teresa de Sousa, "Os estados-membros não confiam uns nos outros", Público, P2, 24-02-2019, p.20.

domingo, 19 de novembro de 2017

Exames nacionais: uma experiência comparada



No Brasil, ou na Grécia, o Ensino Superior não consegue absorver sequer 1/5 dos alunos que concluem o Secundário e querem ir para a universidade pelo que a pressão dos exames é tremenda; na Coreia do Sul, os exames nacionais são uma Instituição, a Administração Pública fecha e os alunos que se atrasam têm direito a escolta policial para o exame. Os aviões têm a sua frequência reduzida para não fazerem barulho para os alunos. 
Fazemos exames para que se consiga tirar pelo menos 10 em 20 valores. Mas podíamos exigir 12, 14 ou 7: depende do que queiramos que os alunos saibam. 
Na Finlândia, só há exames no final do Secundário e tem sido passado a ser administrado online: computadores ligados fisicamente por cabo ao servidor da escola ligado ao Ministério da Educação e os alunos recebem o enunciado, respondem, copy paste, processador de texto e enviam para o Ministério da Educação. Os exames não são mais os mesmos: por exemplo, os exames de ciências sociais, ou História, incluem vídeos, a Matemática há uma série de outras ferramentas disponíveis para os alunos. 
Em Singapura, no final do Secundário, os exames são produzidos por Cambridge e têm reconhecimento internacional desses exames/diplomas. Singapura indica os conteúdos, o que pretende examinar, mas são produzidos por Cambridge.
Nos últimos 250 anos, apenas a partir de aí, surgiram os exames de aferição. A Irlanda tem um sistema de exames de aferição muito interessante. O Canadá tem dos exames de aferição mais precoces no mundo: logo no final do jardim de infância. Provas voluntárias para ajudar os pais a decidir o melhor percurso para as crianças. Em Singapura, numa sociedade multicultural e multilingue, os alunos vão para turmas especiais, logo no 1º ano do ensino básico.
Em França não há numerus clausus para o ensino superior. Mas em Janeiro os alunos começam a inscrever-se e a serem distribuídos da melhor forma. Para Medicina e Informática, há sorteio. 
Na Holanda, existem 400 provas escritas e 200 on line para acomodar todas as vias possíveis.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Notícias que deviam abrir telejornais


Para guardar, o trabalho de Clara Teixeira, com Isabel Nery e Rita Montez mais Hélder Oliveira, na Visão desta semana. Bom jornalismo na peça Como os ricos escapam ao fisco.
Nela, entre muitos outros dados, pode ler-se uma notícia que devia ter aberto os telejornais domésticos (mais interessados no spin, na pequena política do que naquilo que estruturalmente ajuda a moldar, em termos económicos, as nossas vidas): "Na semana passada, a fuga ao fisco pelas grandes empresas foi tema de debate no Parlamento Europeu, em Estrasburgo. Em cima da mesa estava um pacote de medidas que deviam contribuir para combater o conluio entre governos e multinacionais, no seguimento do escândalo Luxleaks. Mas os avanços foram titubeantes. Tirando a obrigatoriedade de cada país elaborar um relatório sobre os acordos fiscais especiais, que terá ainda de ser negociada com cada governo, poucas foram as conquistas (...) Medidas como o imposto mínimo, que implicaria uma taxa comum dentro da UE, independentemente do que cobra cada país, e a protecção dos "lançadores de alertas", que evitaria o castigo de quem denuncia fraudes, ficaram pelo caminho. Marisa Matias (...): "como explicar aos cidadãos não votar isto?". Luxemburgo e Holanda nem responderam. (pp.41-42, Visão nº1197, de 11-02 a 17-02-2016)

domingo, 3 de janeiro de 2016

Peso das exportações no PIB


O peso das exportações no PIB, em Portugal, é de 40%; na Holanda e Bélgica, esse valor suplanta os 80%; na Dinamarca, 54%.

[a partir dos dados fornecidos por Ricardo Reis, hoje, no seu artigo no Dinheiro Vivo]